O deputado estadual, Pedro Kemp (PT – MS), em sessão da Assembleia Legislativa do MS, nessa quinta feira (18), solicitou ao governo estadual que tome medidas de urgência para garantir a alimentação de pessoas em estado de vulnerabilidade no Mato Grosso do Sul. Kemp sugeriu a retomada do Programa de Segurança Alimentar e a redução de impostos sobre alimentos como formas de melhorar o acesso a uma alimentação de qualidade para a população.
“Solicitamos ao governo estadual, que na tentativa de amenizar os problemas causados pelo distanciamento social, viabilize uma forma urgente de socorrer a população, e nossa sugestão é a retomada e ampliação do Programa de Segurança Alimentar e a redução dos tributos estaduais que recaem na cesta básica do sul-mato-grossense”. Disse o deputado.
Pedro Kemp alertou para a possível necessidade de fechamento de diversos setores da economia no estado, para reduzir os impactos da nova onda de infectados pela COVID-19. Especialistas afirmam que se o número de infectados continuar aumentando no mesmo ritmo em que está, até o fim do mês Mato Grosso do Sul terá mais de 100 pessoas aguardando um leito de UTI.
Diante dessa situação delicada, o parlamentar afirma que precisamos pensar nas pessoas mais vulneráveis, que já sofriam antes mesmo da pandemia, o trabalhador autônomo, o Uber, o cabeleireiro, o pequeno empresário, o mecânico, entre outros, precisam de um aporte para se manterem em suas casas, no momento de adoção de medidas mais restritivas. Para isso, essas pessoas precisam do auxílio emergencial, de redução de tributos, de suspensão do corte de serviços como água e energia e de alimentação. É necessário uma atenção para as condições do transporte público, que pode ser um ambiente muito perigoso pela transmissão do vírus.
Kemp também expôs a falta de ação do governo federal para garantir mais segurança para a população durante a pandemia: “As ações mais substanciais deveriam ser realizadas pelo governo federal no papel de coordenação das medidas sanitárias em todo País. No entanto, há um vácuo da ação concreta deste ente federado”.






