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Novo medicamento hormonal tem grande potencial para emagrecimento.

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Dois hormônios produzidos no nosso intestino, GLP-1 (semaglutida) e GIP, provocam a secreção de insulina estimulada pelo açúcar, combatendo a diabetes e contribuindo para a perda de peso. Médico endocrinologista Guilherme Renke explica.

Um novo medicamento com os hormônios GLP-1 e GIP tem causado um emagrecimento jamais visto. O polipeptídeo insulinotrópico dependente de glicose (GIP) é um dos dois hormônios produzidos pelo nosso intestino quando nos alimentamos. O outro é o GLP-1, peptídeo 1 tipo glucagon, hormônio já bem conhecido na literatura médica e presente nos medicamentos análogos do GLP-1, as conhecidas “canetas emagrecedoras”.

Ambos são, portanto, hormônios produzidos no nosso intestino (enteroinsulares) e provocam a secreção de insulina estimulada pelo açúcar (glicose). O GIP é produzido e secretado pelas células K do intestino delgado proximal (duodeno e jejuno) em resposta à ingestão de alimentos, principalmente a gordura dietética.

A principal ação do GIP ocorre no pâncreas, onde tem como alvo as células beta pancreáticas, que produzem a insulina. Assim, o GIP estimula a liberação de insulina das células beta no pâncreas, a fim de manter baixos os níveis de açúcar no sangue após as refeições. Ele também aumenta a produção dessas células beta e estimula sua renovação. Embora esta seja a principal função do GIP, os seus receptores também são encontrados em outros órgãos do corpo, onde ele tem vários outros efeitos. Por exemplo, no cérebro, o GIP estimula o crescimento celular (neurogenese), e nos ossos, ele aumenta a formação de osso e diminui a degradação óssea.

Qual o possível impacto desses hormônios na perda de peso?

 

Recentemente, descobriu-se que ambos, GLP-1 e GIP, podem trazer grandes reduções do açúcar em pacientes com diabetes e, também, gerar perda de peso importante. Para se ter ideia, essa perda de peso é o dobro da atingida com a semaglutida (GLP-1) isoladamente.

  • Em estudo, a perda de peso com GLP-1 sozinho foi de 6,2 kg em 40 semanas de seguimento.
  • Já com a tirzepatida (GLP-1 + GIP), desenvolvido pela indústria farmacêutica, a perda chega aos 12,4 kg em 40 semanas, ou seja, o dobro de resultado.

No entanto, a recomendação atual dessa medicação é apenas o tratamento do diabetes. Apesar disso, especialistas de todo o mundo acreditam que essa medicação possa trazer grandes resultados para os pacientes com obesidade que desejam realizar um tratamento clínico seguro e eficaz. Procure sempre a orientação do médico e jamais faça automedicação.

* As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Ge / Eu Atleta.

Por Guilherme Renke

Médico endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e Médico do Esporte Titular da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte

 

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