No primeiro dia das finais por aparelhos em Doha, no Catar, equipe brasileira começou com o pé direito, conquistando três medalhas
O Brasil começou muito bem o primeiro dia das finais na Copa do Mundo de ginástica por aparelhos, em Doha, no Catar, com direito a três pódios. Nas barras assimétricas, dobradinha verde e amarelo. Rebeca Andrade sobrou e foi campeã com mais de um ponto de vantagem sobre a segunda colocada, a ucraniana Anastasiia Bachynska. Lorrane Oliveira ainda levou o bronze. Já nas argolas, Arthur Zanetti enfrentou os principais rivais olímpicos e ficou com a prata, atrás apenas do atual campeão olímpico, o grego Eleftherious Petrounias.
Prata nas argolas
Zanetti foi o primeiro entre os principais favoritos a se apresentar nas argolas. Depois de 15 meses sem competir, o campeão olímpico em Londres 2012 e prata na Rio 2016 fez uma série muito segura e anotou 14.933. Atual campeão mundial, o turco Ibrahim Colak veio na sequência, mas não conseguiu bater o brasileiro, ficando com 14.733, fora até mesmo do pódio.
Petrounias, atual campeão olímpico da prova, entrou para a competição pressionado. Ainda sem vaga garantida nas Olimpíadas de Tóquio, o grego precisava de um 15.333 para assumir a liderança do ranking e confirmar seu nome nos Jogos. Ele não só fez isso, mas também anotou 15.500 para levar a medalha de ouro. O iraniano Mahdi Ahmad Kohani (14.800) completou o pódio com o bronze.

Dobradinha nas assimétricas
Rebeca Andrade abriu a disputa das barras assimétricas com um 14.500, em uma apresentação de baixa dificuldade e belíssima execução. Nenhuma das outras seis atletas conseguiu chegar perto da nota da brasileira. A ucraniana Anastasiia Bachynska ficou em segundo com 13.433, e a brasileira Lorrane Oliveira foi bronze com 13.400.
A primeira final do dia foi no solo masculino, sem atletas brasileiros competindo. O israelense Artem Dolgopyat (15.033) ficou com o ouro, seguido pelo espanhol Rayderley Zapata (14.933) e o grego Antonios Tantalidis (14.700).
No salto feminino, também sem brasileiras, a uzbeque Oksana Chusovitina (14.066), aos 46 anos, foi a primeira colocada, com a francesa Coline Devillard (13.966) e a egípcia Nancy Taman (13.366) completando o pódio.
A última prova sem presença brasileira do dia foi o cavalo com alça. Um dos favoritos, o cipriota Marios Georgiou caiu feio e acabou ficando fora do pódio, que foi formado pelo iraniano Keikha Saeedreza (15.200), o cazaque Nariman Kurbanov e o japonês Kohei Kameyama (14.600).
A etapa de Doha da Copa do Mundo por aparelhos fecha o ranking olímpico, e apenas o líder em cada aparelho se classifica para os Jogos. O Brasil não tem mais chances de conquistar vagas pela Copa do Mundo, mas a competição é um importante teste para a delegação antes do embarque para Tóquio.
No feminino, Flávia Saraiva e Rebeca Andrade estão classificadas para as Olimpíadas. No masculino, o Brasil tem cinco vagas (quatro na equipe e uma individual extra) e vai definir os ginastas convocados só depois da Copa do Mundo de Doha.
Por Redação do ge — Doha, Catar






