Outubro Rosa 🎗️: estudo confirma que treinos três vezes por semana diminuem probabilidade da doença. Veja vídeo com um treinamento e comece a se movimentar!
Estudos mostram que fazer exercícios moderados três vezes por semana reduz o risco de desenvolvimento de câncer de mama, provando mais uma vez que o estilo de vida é fundamental no combate à doença. Um desses estudos foi publicado recentemente, em setembro, no British Journal of Sports Medicine, utilizando dados de 130.957 mulheres, das quais 76.505 tinham câncer de mama. O artigo afirma que “certamente é um efeito causal: a atividade física reduz o risco de desenvolver câncer de mama”. Por sinal, os pesquisadores perceberam uma redução de risco em todos os tipos de câncer de mama.
Por isso, abaixo veremos um treino preparado pelo professor e preparador físico Cláudio Antunes, com exercícios moderados especialmente para as mulheres que desejam se exercitar e prevenir o câncer de mama. Em seguida, explicaremos o estudo e seus resultados. Vamos lá?
Mas, atenção: pessoas sedentárias, antes de qualquer atividade física, devem fazer uma avaliação médica para verificar se estão em condições físicas para iniciar uma prática regular sem riscos de lesões e outros problemas futuros para a saúde, ok?
O estudo 🎗️
No estudo citado acima, os pesquisadores utilizaram uma técnica chamada de randomização mendeliana para estabelecer a causalidade, que usa variantes genéticas como proxies para características particulares – neste caso, atividade física e tempo gasto sentado ou reclinado. Os cientistas descobriram que:
- Um nível mais alto de atividade física estava associado a uma redução de 41% no risco de câncer de mama invasivo.
- Em mulheres na pré e perimenopausa, a atividade física vigorosa de, no mínimo, três dias por semana foi associada a um risco 38% menor de câncer de mama em comparação com nenhuma atividade vigorosa.
Segundo os pesquisadores, acredita-se que a atividade física reduz o risco de câncer de mama porque diminui a quantidade de hormônios estrogênio e androgênio que circulam na corrente sanguínea. Uma redução na inflamação pode ser outro fator. Mas, sem dúvida, existe um grande papel para a atividade física na prevenção do câncer. O que confirma o que já foi percebido em outros estudos. Tanto que um artigo publicado recentemente pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) indica que 13% dos casos de câncer de mama em 2020 no Brasil (cerca de 8 mil) poderiam ter sido evitados com a redução dos fatores de risco relacionados ao estilo de vida, incluindo a alimentação ruim, o tabagismo o consumo de álcool e, claro, o sedentarismo.
Apesar de o estudo ter sido realizado com mulheres europeias, podemos aplicá-lo em outras populações em relação às orientações sobre cuidados com a saúde e a prática regular de atividades físicas com resultados benéficos, visto que os resultados foram animadores, com a redução importante dos riscos de desenvolvimento de câncer de mama nas mulheres estudadas. Sabemos dos inúmeros benefícios da atividade física para a saúde e bem-estar como um todo. Percebemos, por exemplo, desde a diminuição de risco cardiovascular até a melhora da saúde mental e autoestima. No que compete à saúde das mamas, estudos indicam a influência direta na diminuição dos riscos para desenvolvimento de câncer de mama em mulheres ativas com rotina regular de atividade física vigorosa – afirma a mastologista, ginecologista e obstetra Flávia Consolmagno Silveira Berlofa.
O retorno às atividades físicas em mulheres que estão em tratamento de câncer de mama também é indicado, assim que elas recebem a autorização médica.
Sabemos que a fase inicial do tratamento é um momento delicado, sendo papel do médico e de uma equipe multidisciplinar ser uma verdadeira rede de apoio para esta etapa de enfrentamento da doença. Para as pacientes que já passaram da fase inicial de tratamento, a prática de exercícios é benéfica em diversos pontos, como fortalecimento, alongamento, melhora da autoestima e saúde mental – destaca a mastologista Flávia Consolmagno.
A médica destaca que as atividades devem ser idealmente monitorizadas por um profissional qualificado, sempre respeitando as limitações relacionadas ao tratamento e as comorbidades de cada paciente para que dia após dia sejam vistos melhores resultados.
– Podemos dizer que esse momento de retorno às atividades físicas é muito importante na vida das pacientes, pois representa mais uma ferramenta terapêutica, uma nova oportunidade de conexão com a vida saudável, um recomeço – completa.
Fontes:
Flávia Consolmagno Silveira Berlofa (@_draflavia) é médica mastologista, ginecologista e obstetra. Atende na Theia, clínica de saúde voltada para a mulher gestante.
Cláudio Antunes (@claudiofitness) é professor e preparador físico da Bodytech da filial Recreio.






